Rubi.
E a rosa lá repousa, triste e esquecida como toda a memória de uma vida. Uma doce lágrima sobre ela pousa, porém o terno sopro que nela vivia partiu e não soube voltar. Julgo que apenas queria amar, mas o seu coração brilhante deu a luz dos seus diamantes e apenas um nome sob o pó desse sinuoso caminho ficou. Que memória trazes da sépia que o teu coração amou? Pouco é o sabor dessa ambrósia perante esta amarga dor. Lugares vazios, rosas secando ao agreste vento do meu perdido tempo. Assim a minha rua se tornou. Regresso a casa, procurando no chão os quebrados diamantes do meu coração... parece-me encontrar todos eles. Tomo-os nas minhas mãos, receosos e enfraquecidos. Contudo, ouço que desse apaixonado hino não estão esquecidos e cantam-me sem voz o sonho nos confins da minha alma perdido.
Mas a rosa lá repousa cativa, desconheço para ela liberdade que a possa tornar de novo viva. Talvez o tempo lhe devolva essa alegria, lhe torne a noite em dia…
Rosa de sangue, rosa de chamas, encerras em ti uma paixão e não a declamas?... Cale-se o silêncio e ouça-se o nome de sépia que a consome. As minhas lágrimas pousam sobre as pétalas um ar melancólico e triste, da minha paixão bucólica e da desventura que persiste. Sonhei que acariciava a sua doce face, o seu sorriso na minha mão!... Choro a rosa, pois ela não me chora a mim: cruel, sente o que um anjo sem asas não pode sentir.
A minha austera rosa põe-me a dormir na minha cama enquanto o meu coração, desassossegado, toda a noite por ele chama.
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