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Doce ventura, és tu quem me olha com tanta ternura?... Leva-me à outra margem da tristeza, numa nuvem clara com coração alado como o de todas as almas meigas. Que voe sobre o infortúnio sem o levar, que cante ao mar de desilusão que agora é feito de alegres lágrimas. Destrona-me do reino de perdas que construí, o maior sem glória de que há memória. Sorri para mim, por favor, sorri! Tenho vivido tanto e tão pouco, por tanta coisa passo e nada de bom levo. Na verdade, o único bem que possuía, também perdi... recordo a voz dotada de magia que, sem encanto, desenhou o fim. Pobre que sou!...
Os céus que cruzo sao os mesmos dos de todas as Sexta-Feiras 13. Muitas bruxas tentam impedir-me de chegar à outra margem, tornam os belos caminhos por que passo escuros. Doce ventura, não acredito que tanto sofrimento caiba numa vida só, mas bem sei que o futuro sempre se sela em silêncio. Ousemos tentar a esperança por uma vez que seja em toda a nossa vida.
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Photo by my friend Carolina (Obrigada, menina! O recado do texto também é para ti).
Artwork by Mary Of Silence.
1 Comments:
Obrigado princesa.
Estarás sempre comigo por isso sei que nunca estarei sozinha.
Adoro-te
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