Dia de Tempestades.Mandava-os a todos para o Inferno, se não estivesse lá a morar. Não, isto não pode ser pagar, pois nenhum mal fiz nesta vida que nunca quis. Não escolhi, mas há quem pense que esta realidade me fica muito bem a mim. O tempo que perco apenas é meu e ninguém se preocupa com o que não é seu… Mártir de predilecção e nunca ninguém lhe dá a mão. Vocifera dentro de mim uma agreste tempestade, dêem-me calma e um pouco de liberdade. Não quero morrer de tudo consciente, mais valeria estar completamente demente. Já dancei com a dama de negro tanta vez e nada temo, apenas receio os homens que me fazem crer na minha pequenez.
Nunca tão em baixo, sinto que estes ventos me torturam. Pergunto quando e parece que a resposta é nunca… Acredito nas palavras, embora saiba que muito pode ser o que elas turvam. Creio em tudo e nem sei porquê, talvez porque sou incapaz de conceber tamanha malvadez.
Acredito no jardim sem fim, no lugar soalheiro onde ele mora, mas esta dor é maior que tudo. Enche-me o coração de lágrimas e, na tempestade, ouço o clamor que chama pelo meu amor. A minha vida está ferida, mas enquanto a tiver jamais estará vencida.
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Foto de Pedro Mendes (Para sempre, os filhos da tempestade...).
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