Acordo a pensar que te perco, pois da solidão estou demasiado perto. Desespero, no meu peito vive por ti um amor sincero!... Meu amor, tão grande que é esse temor… Zanguei-me com o tempo, ele não me dá aquilo que lhe imploro a cada momento. O bem não acha em mim sorte, pensa que eu sou um final, uma forma de morte. Abandonada pelo bem, troça de mim o tempo também. Dá-me sempre mais um dia deserto de alegria. Meu Deus, até quando?... Não podem estes olhos encher-se de maior pranto.
Amor, leva-me pela mão naquele caminho que adivinho bem pertinho, aquele que com bonitas palavras nos liberta o coração. Diz-me muitos amores-perfeitos, algo que me torne a vida e o ser escorreitos. Planta em mim muitas doces felicidades e ruma comigo até ao dia em que te responderei LIBERDADE.
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Pintura de Salvador Dali.
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